sexta-feira, abril 28, 2006 

bailado

é perder um pouco de mim e dar-te o embrulhado em papel rugoso. chorar por nunca ter sentido tão fundente. pairar num qualquer interior externo. é rir sem pedir autorização aos músculos e envergonhar a razão. encolher o egoísmo para contemplar um cenário de pasmar. é puro líquido vertendo. dançar até morrer..

um bailado que não possui finitude aparente, inteligível.

segunda-feira, abril 24, 2006 

se um dia vires o que eu vi,
arranca os teus olhos.
se um dia cheirares o que eu cheirei,
bloqueia as tuas narinas.
se um dia saboreares o que eu saboreei,
enterra a tua boca na lama.
se um dia ouvires o que eu ouvi,
fura os teu tímpanos.
se um dia tocares..
se algum dia tocares no que eu toquei,
corta-te até sangue não restar!

quinta-feira, abril 06, 2006 

apropriação altruísta

talvez os seres estejam predestinados a ficar com o que "é" dos outros.
sem descuidar os outros..