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sexta-feira, maio 26, 2006 

falemos de um falar qualquer. daqueles que eu não conheço. daqueles que eu não sei. falemos do calor, como do frio. ampolemos isso, dos 0ºC aos 50ºC. para que não nos cansemos simplesmente. para não entristecermos as horas. que o tempo custe menos a sair do relógio. que ele o exorte de consciência tranquila, pura. evitemos que nos doa no couro. o couro curado pelo coração. façamos com que ele se esforce e continue a correr com vontade nos tubos, o sangue. quente. apliquemos-lhe o calor. e conservemo-lo em constância.
conversar. vamos então conversar. para que se evite o sobreaquecimento. a auto-combustão e a sua irreversibilidade madrasta. aos poucos, e mediante o controlador do tempo, continuemos com um indefinido falar. contornos, dobras, vincos à parte da parte relevante. saibamos fazer do quente frio. sem perturbações perpétuas. porque o estado não foi criado para ser mantido. deixemos que a frescura do ar circular emulsione lentamente o que circunstancialmente se quer eriçado. façamos uma pausa para que esse exercício produza um morno, que depois frio. desejado, consciente, contido. o frio que guarda as horas boas numa caixa que se pretende funda.
caso o frio fira alguma peça do corpo ou da alma, rebusquemos o falar vão, perdido, a vontade de. esses inconsequentes nadas apalavrados, como mantas, puxarão a gordura saudável da pele, o óleo protector, o aquecedor natural, para a festa da homeotermia.
onde vários intervinientes falam, falam, falam..de um falar qualquer. :)